Resolvendo problemas impossíveis em dois passos

Resolvendo problemas

Fonte: Reprodução/PhotoXpress

Você tem dois anéis de metal e precisa uni-los. Para tal, estão à sua disposição uma vela grande, um fósforo e um cubo de alumínio. Sabe-se que a cera derretida não é forte o suficiente para juntá-lo. O que você faz?

No experimento de Tom McCaffrey, apenas 50% das pessoas acertaram a resposta. Contudo, o pesquisador deu, a outro grupo, algumas dicas de como lidar com problemas que parecem impossíveis – a porcentagem de acerto subiu para 83%.

Mas então, qual é o truque? Para McCaffrey, psicólogo da University of Massachusetts, nos EUA, a lógica consiste em fazer para si mesmo as duas perguntas a seguir, técnica chamada de “generic parts technique” (técnica das partes genéricas, em tradução livre):

  1. É possível quebrar o problema, esmiuçá-lo?
  2. A descrição simplificada do problema implica um uso

No desafio apresentado no começo deste texto, a lógica se aplica da seguinte forma: primeiro você quebra a vela, focando em seus componentes – no caso, o pavio e a cera. O próximo passo é identificar quais são os possíveis usos da cera e do pavio para juntar os anéis. Bom, se a cera é fraca e não segura as peças, por que não amarrá-las.

Outra perspectiva

Quebrar o problema, segundo o psicólogo, ajuda a enxergar as situações e os objetos a partir de uma outra perspectiva. Afinal, a rotina é especialista em nos deixar viciados em um só modo de ver as coisas – seja no trabalho, em casa ou com os amigos.

Portanto, ao tomar uma abordagem alternativa ao problema, o cérebro encontra novas conexões, criando novas ideias e soluções para problemas que, habitualmente, são considerados impossíveis.

Será que isso se aplica ao dia a dia?

Fontes: Spring UK, Science Daily, University of Massachusetts

A ciência comprova: quanto mais você trabalha, menos você produz

Fonte: Reprodução/SXC

Fonte: Reprodução/SXC

Desde o momento em que a Revolução Industrial chegou com seu futuro promissor, máquinas a vapor e produção em série, o mundo é sempre mais, maior e mais rápido. Para isso, leva-se em conta a ideia de que os recursos são infinitos. E no caso, não se trata apenas da madeira, do ouro ou da própria água potável, mas da sua paciência e da sua energia.

É hora de provar por dois mais dois que trabalhar menos é produzir mais, mesmo que isso pareça paradoxal. A ideia é adotada por grandes empresas e start ups e é a prova de que, assim como as árvores da Amazônia, você também pode se esgotar.

Bateria em 10%

Com o brilho da tela no máximo, você pode usar um iPad por três, até quatro horas. Mas quando a mensagem avisa que é hora de colocá-lo na tomada, é preciso esperar dez horas para que ele carregue totalmente. E por que com você seria diferente?

Quanto mais tarde você sai do escritório, menos tempo você tem para fazer as suas coisas e mais tarde vai dormir. Sendo assim, a sua manhã pode acabar de duas formas: ou você vai chegar atrasado ou você será um zumbi – um combo dessas duas opções também é possível, pensando bem.

Menos é mais

Na 37Signals, empresa responsável por serviços como o Basecamp, o Highrise e o Campfire, os funcionários trabalham apenas quatro dias por semana e são encorajados a ficarem menos de oito horas diárias no escritório. Mas então eles estão trabalhando menos?

Escritório do 37Signals. Fonte: Reprodução/37Signals

Escritório do 37Signals. Fonte: Reprodução/37Signals

Segundo Jason Fried, fundador e presidente da empresa, é justamente o contrário. “Em termos de produtividade, a mesma quantidade de coisas está sendo feita e as pessoas estão mais felizes e mais focadas”, afirmou.

O que acontece é que, diferente do que todos nós aprendemos, não é a quantidade de horas que você fica no escritório que guia a sua produtividade, mas o quanto seu cérebro está focado. Afinal, você pode finalizar uma tarefa em quinze minutos, mas se você estiver cansado ou sem foco, é fácil se perder na internet e quadriplicar o tempo necessário para fazê-la.

O cérebro pede arrego

Há muitos pesquisadores que estudam a produtividade e a forma com que nossos cérebros reagem a tarefas, prazos e demandas. Uma das explicações mais aceitas para o funcionamento da massa cinzenta durante o expediente de trabalho é o chamado BRAC (Basic-Rest Activity Cicle), um padrão cerebral descoberto nos anos 50 por William Dement e Nathaniel Kleitman.

O padrão consiste no cérebro trabalhar por noventa minutos, alcançando seu pico, e exigir um descanso que varia entre quinze e vinte minutos. Essa pausa exigida raramente é respeitada, já que estamos como uma boa máquina da Revolução Industrial: a todo vapor e sem limites.

Picos de atenção

Picos de atenção. Fonte: Reprodução/Peretz Lavie

O problema é que, nessa busca pelo máximo acaba-se colocando no trabalho o mínimo. Claro, sem contar as tentativas de turbinar as energias do corpo tomando altas doses de cafeína, taurina e estimulantes – substâncias que, como todos sabemos, podem fazer mal para o organismo.

Autosabotagem: quanto o cérebro engana

Você dormiu mal, comeu mal, trabalhou a noite inteira, a semana inteira e está à base de café. As chances do seu cérebro te enganar, nesse ponto, são enormes. Quer um exemplo?Imagine que você tenha um grande projeto a ser feito este mês. A deadline está lá na frente, embora sejam tarefas complexas e que irão demandar tempo e empenho. É muito provável que, faltando dois dias para a entrega, você surte, vire noites trabalhando e acabe ficando em um estado zumbi pior ainda. Entenda o por quê.

1. Quanto mais tempo você tem, mais tempo você desperdiça

Se você tem oito horas e um dia para fazer determinadas tarefas, você irá cumpri-las, mas junto a isso vai gastar tempo jogando conversa fora durante do cafezinho, batendo papo com o colega ao lado, lendo o feed do Facebook, vendo fotos dos seus amigos e lendo todos os jornais online. Se você tivesse que completar o mesmo grupo de tarefas em quatro horas, os extras seriam cortados, você trabalharia menos horas no escritório, poderia ter mais tempo para fazer as suas coisas, dormiria mais e seria mais feliz.

2. Duas semanas ou dois dias: o prazo é o mesmo

Fonte: Reprodução/SXC

Fonte: Reprodução/SXC

Não importa quanto é o prazo para entregar o projeto. Se forem dois dias você vai se apressar e fazer, mas se forem duas semanas você vai matar tempo e postergá-lo, precisando fazer tudo em dois dias. A lógica é a mesma do caso anterior: quanto mais tempo, menos foco.

3. Quebrando tarefas

O cérebro humano não foi feito para lidar com tarefas grandes. Por isso, assim como pregam diversos métodos de “Get Things Done” (GTD), se você quer fazer algo grande é melhor quebrá-lo em partes menores. Para explicar isso, a ciência tem o chamado “Efeito Zeigarnik”,  teoria que afirma que a mente está sempre focada em novos objetivos e que, portanto, quando algo é muito grande e demora a ser finalizado, vivenciamos um sentimento de derrota, seguido pela vontade de desistir do objetivo inicial, deixando a tarefa inacabada.

Então, em vez de pensar em concluir aquele relatório enorme pelo qual o seu chefe está esperando, fracione os capítulos e finalize um objetivo de cada vez.

Multitask é mito

De acordo com uma pesquisa realizada por Zhen Wang, fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo não aumenta a sua produtividade. O cérebro humano não seria capaz de focar, de fato, em duas atividades simultâneas, resultando em uma mera ilusão de sucesso.

Na Unversidade de Stanford, “Clifford Nass” analisou pessoas que se diziam multitaskers e ficou abismado: “Nós ficamos absolutamente chocados. Nós todos perdemos nossas apostas. Acontece que os multitaskers são péssimos em todos os aspectos do multitasking.” Pelo jeito, assoviar e chupar cana não funciona. O melhor é ir com calma, organizar-se e fazer uma coisa de cada vez.

Dormir é preciso

Esqueça essa história de que dormir por quatro, cinco horas já é suficiente. Você já deve estar careca de saber que um adulto precisa, em média, oito horas de sono. Segundo uma pesquisa de Harvard, funcionários em modo zumbi, atrasados ou os dois causam um prejuízo equivalente a US$ 63,2 bilhões por ano às empresas.

Fonte: Reprodução/Morgue File

Fonte: Reprodução/Morgue File

Uma boa noite de sono é capaz de recuperar as suas energias e melhorar a sua performance. É o que prova um experimento realizado por Cheri D. Mah, da Universidade de Stanford,  que analisou a performance de jogadores de basquete após uma noite de sono comum e a comparou com o rendimento desse mesmo time após dez horas de sono. O resultado foi que o acerto de cestas de três pontos aumentou em 9%.

Outros estudos dão conta que cochilos diurnos de 20 a 60 minutos também são responsáveis por uma melhora no funcionamento do cérebro – tanto em relação à concentração quanto à memória.

O ideal longe da realidade

Apesar de haver diversas pesquisas e estudos que comprovam, convencer que o menos é mais é tarefa complicada, principalmente em empresas tradicionais. Com a legislação, driblar o ponto eletrônico e as 44 horas semanais é quase impossível.

Contudo, é importante ter consciência de como o nosso cérebro funciona e saber que os hábitos de trabalho que a grande maioria de nós tem hoje estão longe de ser os melhores. Comece a perceber quais são as tarefas que você tem de fazer no trabalho e quanto tempo você leva para completá-las. Mais que isso: quanto tempo você gasta postergando essas tarefas simplesmente porque “ainda são 15h” ou porque “não é para entregar hoje”.

O que importa na hora do trabalho não são as horas, mas a sua energia e o seu foco. Trabalhar menos é produzir mais, ter mais tempo para cuidar da vida e ser mais feliz. Afinal, já passou da hora de revolucionar a Revolução Industrial.

Fontes: NY Times, NY Times 2INC, Sparring Mind

Workaholics ou apaixonados? Qual é o limite para o trabalho?

steve jobs

Fonte: Reprodução/Apple

“Homens morrem de tédio, conflitos psicológicos e doenças. Eles não morrem por trabalhar demais”. A frase de David Oglivy resume a ideia principal do artigo “Embrace Work-Life Imbalance”, escrito por Tomas Chamorro-Premuzic para o blog da Harvard Business School: trabalho é paixão, não há limites e não é errado.

O autor defende que há dois tipos de trabalho: o emprego e a carreira. Enquanto que o primeiro tem a função de pagar as contas e requer da pessoa o mínimo esforço necessário para que as tarefas sejam feitas, o segundo oferece a chance de transformar o trabalho em paixão, derrubando todo e qualquer limite. “Passar uma semana em um emprego que você não gosta é tão ruim quanto passar uma semana com alguém que você não gosta. Mas quando você encontra o trabalho certo, ou a pessoa certa, nenhuma quantidade de tempo é suficiente”, exemplifica Chamorro-Premuzic.

O diferencial está no trabalho duro

Se precisamos dar um exemplo de como a paixão é importante para que o trabalho seja feito com excelência, ninguém melhor que Steve Jobs, co-fundador da Apple, para servir de referência. Com um perfeccionismo incomum e uma paixão obsessiva por desenvolver produtos que fossem simples, bonitos e que fizessem a diferença na vida das pessoas, Jobs foi peça-chave na construção de um império e não seria exagero dizer que ele contribuiu bastante para o mundo que temos hoje.

Para Chamorro-Prezumic, a maioria dos grandes feitos da ciência, das artes e dos esportes foram conquistados por pessoas que trabalharam mais do que o necessário para atingirem um bom resultado – afinal, nada inferior ao excelente interessa aos apaixonados.

Einstein

“Genialidade é 1% talento e 99% trabalho duro” – Albert Einstein Fonte: Reprodução

Poder classificar o emprego como uma paixão infelizmente não é tão fácil. Bom seria se todos pudessem trabalhar com o que realmente amam e que isso lhes possibilitasse trabalhar sem limites, vivendo seus objetivos e buscando o aprimoramento a cada minuto. Contudo, aqueles que têm essa rara oportunidade deveriam pular de cabeça no trabalho, buscando a perfeição e não se conformando com o impossível.

Entre a vida e o trabalho

Segundo o autor do artigo, o trabalho pode representar uma paixão tão grande que relacionamentos com amigos e com a própria família ficam em segundo plano. “Você já parou para pensar por que é tão difícil deixar o celular de lado mesmo quando você está jantando com um amigo que você não vê há eras, quando você está comemorando seu aniversário, assistindo a um filme ou em seu primeiro encontro? É bastante simples: nenhuma dessas coisas é tão interessante quanto os constantes alertas do seu email, do seu Facebook ou do seu Twitter.”

Workaholic

Fonte: Reprodução/SCX

Tudo bem, ninguém nunca morreu por trabalhar duro, como disse nosso amigo Oglivy, mas deixar de lado o convívio social em função do trabalho já passa a ser um conflito psicológico. Afinal, manter laços de amizade é algo essencial para a saúde mental do homem. Steve Jobs era reservado, mas provavelmente não deixou de lado seus amigos e sua família por conta da Apple.

É possível focar-se no trabalho com paixão e vivê-lo sem limites ao mesmo tempo em que se dá uma dose de atenção para as pessoas e para as atividades sociais. Neste ponto, é completamente possível e recomendável balancear os dois aspectos da vida sem que um precise anular o outro

Um propósito maior

Quando Steve Jobs perguntou a John Sculley, então CEO da Pepsi, se ele queria vender água com açúcar para o resto da vida ou mudar o mundo, Jobs propunha que Sculley deixasse de lado seu emprego para seguir uma carreira. Isto é, na Apple ele teria a chance de fazer algo realmente grande, que impactasse o mundo, deixando sua marca.

Encontrar a paixão no trabalho é ter a chance de trabalhar em um propósito maior e se dedicar inteiramente a isso. Essa escolha, no entanto, não elimina a possibilidade de manter atividades sociais e de lazer. Mesmo porque a criatividade e a inovação, itens fundamentais para um profissional apaixonado, tendem a surgir em momentos de distração, quando o cérebro não está sob pressão, livre para realizar novas conexões e ideias.

Chamorro-Premuzic finaliza: “Quem se importa com o balanço entre trabalho e vida pessoal quando você pode ter uma fusão entre trabalho e vida pessoal?

A chance de ser pago para fazer algo pelo que você tem paixão é rara. Portanto, se você tiver essa sorte, pule de cabeça e aproveite, consciente de que esta não é uma questão de se fazer escolhas e de se eliminar aspectos da vida, mas de vivê-los intensamente e de fazer a diferença, tanto no ambiente profissional quanto na vida privada.

E então, qual é o seu limite?

Fonte: Embrace Work-Life Imbalance

Redes Sociais: como lidar com a informação do “agora” quando ela for passado?

Polaroides antigas

Fonte: Flickr de VisualPanic

Uma foto que você tirou com seu melhor amigo no mês passado hoje é velha. Em quatro ou cinco anos, essa mesma foto deixa de ser simplesmente uma imagem para se tornar uma memória importante, um fato da sua vida que merece ser lembrado e guardado com carinho. Mas afinal, quando uma revista, um carro ou um bilhete de papel deixa de ser velho para ser antigo? O conceito de velho, sinônimo de desimportante e de descartável, transforma-se em antigo, relacionado à história e à memória, modificando por inteiro a forma com que o objeto é tratado.

No Twitter, você posta o que está fazendo agora. A foto do momento vai parar no Instagram, enquanto que dados sobre a sua saúde e exercícios físicos são armazenados no RunKeeper. Em uma semana ou em um mês, esses dados são apenas velhos. Porém, as redes sociais já estão começando a entender que o agora um dia será passado e que os dados registrados neste momento podem ser valiosos dentro de alguns meses ou anos, ultrapassando o velho.

A reflexão sobre como as redes do agora presente pensam no agora passado foi proposta por Sarah Kessler no artigo intitulado “Why The Next Social Media Frontier Is The Past” e me fez pensar sobre algumas situações que eu mesma já passei, precisando cavocar na pilha de conteúdo compartilhado na internet ao longo dos anos.

Quão fundo é o baú?

Certo dia eu precisava de um material que postei no meu Facebook havia alguns meses. Apesar do recurso de timeline – Zuckie pensando no passado! – não consegui encontrá-lo. Se o texto tivesse sido postado no Twitter, quem sabe eu teria tido mais sorte, já que agora o microblog permite fazer o download de tudo o que você já tuitou, bastando um Ctrl/Command + F para encontrar o que você precisa.

Twitter

Encontrar um tweet em 27.332 agora ficou mais fácil. Fonte: Twitter

Deixando as redes sociais de lado, ainda temos milhares de apps que se propõe a acompanhar nossas vidas. De apps que calculam seus gastos diários àqueles que registram dados sobre o período menstrual (sim, eles existem!), sua vida está sendo anotada e detalhada. Mas se hoje esses dados não são tão importantes, é provável que, no futuro, eles lhe sejam úteis.

O agora não nos é suficiente – embora nem todos tenham se dado conta ainda. É preciso ter fácil acesso a todos os dados e registros prévios, permitindo rever, reavaliar e usar esse turbilhão de dados que documentamos diariamente. Ou será que é preciso esperar até que o velho se torne história para nos darmos conta disso?

Fontes: Fast Company, Twitter

Selfless Portrait: app permite desenhar e ser desenhado no Facebook

Selfless Portraits

Fonte: Selfless Portraits

Desenha eu que eu desenho você. E com esta premissa, o Selfless Portraits virou febre no Facebook.

O criativo app permite compartilhar a sua foto de perfil do Facebook com um outro usuário, completamente aleatório, para que a imagem seja transformada em desenho. Ao mesmo tempo você recebe a foto de um estranho e deve invocar toda a sua criatividade para criar arte em cima da pose do sujeito.

O grande truque do app está na reciprocidade: você só descobre o que foi criado em cima da sua foto quando enviar o desenho do seu desconhecido amigo. Justo?

E para quem pensa que o Selfless Portraits é feito de boneco palitos e rabiscos disformes, basta dar uma olhada na galeria do app. O pessoal está realmente se empenhando!

Selfless Portraits

Fonte: Selfless Portraits

Fontes: Selfless Portraits

Pirate Bay tem site plagiado por grupo anti-pirataria

Pirate Bay plagiado

Esquerda Pirate Bay; Direita CIAPC

Ah, a internet, essa caverna repleta de ironias… O Pirate Bay, cujos fundadores, suecos, foram processados por facilitar o download de conteúdo protegido, foi plagiado pelo grupo finlandês CIAPC, que luta contra a pirataria.

Tanto a logo quanto a disposição dos itens da página foi copiada da home do Pirate Bay, que achou a ação ultrajante. “Nós estamos indignados com esse comportamento. As pessoas precisam entender o que é certo e o que é errado. Roubar materiais assim na internet é uma ameaça à economia global”, disse um porta-voz do Pirate Bay ao Torrent Freak. Vindo dos suecos, por favor, considere a ironia.

Apesar do tom de brincadeira, os termos de uso do site de fato proíbem a cópia de seu conteúdo, como você pode ver abaixo.

“Nosso site (e todo o seu conteúdo) é gratuito para qualquer um que faça uso pessoal dele. Organizações (por exemplo, mas não apenas, não-lucrativas) podem usar o sistema se for conversado com os administradores antes. Nós reservamos os direitos de cobrar pelo uso do site caso esta política seja violada. A pena consistirá em uma taxa de 5.000 euros mais largura de banda e outros custos que possam ocorrer frente à violação.”

“Nós não podemos deixar isso passar em branco e, portanto, nós iremos processá-los por quebra de copyright. Se nem o IFPI e seus amigos conseguem respeitar o copyright, talvez seja hora de seguir em frente?”, finalizou o porta-voz.

CIAPC

O grupo anti-pirataria ficou famoso após confiscar um laptop do ursinho Pooh de uma menina de 9 anos, acusada de baixar conteúdo com copyright. O CIAPC faz parte de iniciativas anti-pirataria junto ao IFPI, grupo de gravadoras responsável por processar e perseguir os fundadores do Pirate Bay em 2011.

The Pirate Bay – Away From the Keyboard


No começo do mês, o documentário “The Pirate Bay – Away From the Keyboard” foi lançado. O vídeo relata a luta na justiça dos fundadores do serviço contra estúdios de Hollywood e gravadoras. Dirigido pelo sueco simon Klose, o filme está sendo distribuído gratuitamente e pode ser assistido no YouTube – com legendas em português.

Fontes: Torrent Freak

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